Mostra Paralelas

A arte da vida

Segundo Gandhi: "a arte da vida consiste em fazer da vida uma obra de arte". Muitas vezes, no processo da criação artística, a fronteira entre o que é a obra e o que é a vida de quem a produz se torna bastante fina. Nesse espaço em que biografia e arte se misturam, viver é uma continuação de um estado criativo. Não é por acaso que o cinema se aproxima com tanta curiosidade, seja na ficção ou no documentário, dos processos criativos de artistas, renomados ou anônimos: o processo de viver e criar é fascinante de ser acompanhado. Essa mostra exibe quatro exemplos dessa perda de fronteiras, misturando alguns de nossos maiores nomes em seus respectivos campos a vidas talvez menos notórias mas nas quais a criação artística é também questão de fé e sobrevivência.

A Roda da Vida

Humberto Mauro

Música para os Orixás

Frans Krajcberg: Manifesto

Caleidoscópio

Desde a sua criação, uma das marcas do Festival de Brasília é a aposta constante (e constantemente renovada) na importância do cinema como expressão criativa de diferentes artistas em propostas as mais variadas, e com especial atenção para tudo aquilo que possa se aproximar do que Jairo Ferreira nos ajudou a denominar o "cinema de invenção". Na medida em que os anos passam, o cinema brasileiro vem multiplicando progressivamente a quantidade de obras feitas, e igualmente as propostas que surgem, ao ponto de que acreditamos que o espaço da mostra competitiva, por mais amplo que se apresente, não dá conta de esgotar as propostas inventivas que cineastas nos propõem. Nesse sentido, a mostra Caleidoscópio surge como um importante complemento a esse programa, abrindo espaço para realizadores que se arriscam muito, em suas propostas absolutamente únicas e pessoais (seja no sentido individual ou de grupos de pessoas criativas), que ampliam o escopo do cinema que o Festival propõe a seu público. Para essa mostra, um júri especial formado por curadores e programadores de importantes festivais internacionais e brasileiros, escolherá um destaque que receberá o prêmio Caleidoscópio.

Inferninho

Calypso

O Pequeno Mal

Os Sonâmbulos

Os Jovens Baumann

Festival dos Festivais

A competição de longas do Festival de Brasília tradicionalmente é palco do lançamento nacional de uma série de filmes importantes para traçar um retrato do que há de mais potente na produção atual do cinema brasileiro. No entanto, se ali se privilegia os filmes que estreiam nacionalmente, como possibilidade de ampliar ao máximo a janela de visibilidade para uma maior quantidade de obras, o Festival não pode perder o seu caráter de também trazer ao público brasiliense algumas das principais obras que estrearam ao longo dos últimos meses em outros importantes eventos do calendário nacional. Por isso, a direção artística do Festival optou por retomar a marca dessa mostra, que já havia sido realizada em anteriores edições, e exibe cinco longas que tiveram destaque em eventos do calendário de 2018, como a Mostra de Tiradentes, É Tudo Verdade ou Olhar de Cinema. Com certeza, o público do Festival precisa conhecer esses filmes.

Espera

Sol Alegria

Fabiana

Lembro mais dos Corvos

Dias Vazios

Onde Estamos e Para Onde Vamos ?

O Brasil, mas também o mundo todo, parece enfrentar tempos particularmente conturbados e que fazem questionar os caminhos que nos trouxeram, enquanto sociedade, até as múltiplas encruzilhadas em que nos encontramos. Nesse sentido, parece especialmente relevante exibir esse conjunto de quatro filmes que, por aproximações e assuntos bastante variados, nos pedem que reflitamos e tentemos dar conta de entender melhor esse lugar em que nos encontramos e, principalmente, o que ele parece nos indicar sobre o futuro de um país essencialmente desigual, injusto e violento em vários níveis. O cinema feito nesse país não poderia deixar de lado esses questionamentos formadores de nossa identidade, atual e futura.

Nós

Excelentíssimos

Elegia de um Crime

Parque Oeste