Festival de Brasília terá três Mostras Paralelas não-competitivas na sua 51ª edição

 

 

 

 

DESTAQUE

Festival de Brasília terá três Mostras Paralelas não-competitivas na sua 51ª edição

 

Ao todo serão exibidos 13 longas-metragens divididos entre as mostras A arte da vida, Onde estamos e para onde vamos? e Festival dos festivais

 

FOTOS NO LINK: https://goo.gl/PHfjrS

 

A 51ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro terá três Mostras Paralelas. Inspiradas pelas fronteiras da criação, no contexto sócio-político brasileiro e na efervescência dos festivais de cinema no país, as mostras oferecem ao público uma extensa programação paralela às tradicionais exibições competitivas e abrem espaço para que filmes não-concorrentes ao Troféu Candango sejam exibidos. Elas serão apresentadas durante a programação do festival, de 14 a 23 de setembro, e foram batizadas com os seguintes nomes: A arte da vida, Onde estamos e para onde vamos? e Festival dos festivais.

 

As duas primeiras mostras apresentam recortes temáticos que se mostraram pertinentes para a direção artística a partir do total dos filmes inscritos nesse ano. Dos oito filmes exibidos por elas, apenas um não é conteúdo inédito nos festivais brasileiros. Já o Festival dos festivais propõe justamente levar até o público do Festival de Brasília alguns dos filmes melhor recebidos nos eventos audiovisuais do primeiro semestre deste ano.

 

Com quatro filmes na programação, a mostra A arte da vida exibe obras em que os processos criativos dos personagens representados estão mesclados às suas próprias vidas. O objetivo da curadoria é refletir sobre a tênue fronteira entre a vida e a arte daquelas pessoas que lidam cotidianamente com o fazer artístico. Três documentários e uma ficção fazem parte da mostra: “Frans Krajcberg: Manifesto”, de Regina Jehá (SP); “Humberto Mauro”, de André Di Mauro (RJ); “Orin: Música para os Orixás”, de Henrique Duarte (BA); e “A Roda da Vida”, de William Alves e Zefel Coff (DF).

 

Outra mostra que aparece entre as paralelas levanta uma questão importante no contexto sócio-político: Onde estamos e para onde vamos? Uma seleção de quatro documentários aponta diferentes aspectos da trajetória que levou o Brasil à encruzilhada político-social em que ele se encontra. São eles: “Elegia de um Crime”, de Cristiano Burlan (SP); “Excelentíssimos”, de Douglas Duarte (RJ); “Nós”, de Pedro Arantes (SP); e “Parque Oeste”, de Fabiana Assis (GO). Estes filmes se aproximam ao falar também sobre o futuro de um país essencialmente desigual, injusto e violento em vários níveis.

 

A mostra Festival dos Festivais está de volta à programação nesta 51a edição. Com a finalidade de trazer ao público do Festival de Brasília um pouco do que foi lançado em outros eventos cinematográficos em 2018, tais como a Mostra de Cinema de Tiradentes (MG), o É Tudo Verdade (SP/RJ) e o Festival Olhar de Cinema (PR). Serão exibidos os documentários “Espera”, de Cao Guimarães (MG); “Lembro Mais dos Corvos”, de Gustavo Vinagre Alves (SP); e “Fabiana”, de Brunna Laboissière (GO/SP); além de duas ficções: “Sol Alegria”, de Tavinho Teixeira e Mariah Teixeira (PB); e “Dias Vazios”, de Robney Bruno Almeida (GO).

 

Cada filme selecionado para as Mostras Paralelas recebe o cachê de seleção estabelecido no valor de R$ 3000,00. As datas e horários de exibição dos filmes selecionados em Mostras Paralelas serão divulgados no site do Festival de Brasília, em breve.

 

Confira as sinopses dos filmes por mostra:

 

A arte da vida

 

A Roda da Vida

Direção: William Alves e Zefel Coff

Ficção, 90 min, 2018, DF, livre

Elenco: Eliana Carneiro, Marcelo Pelucio, Paula Passos, Aluísio Maimoni

 

A roda da vida é a história de um homem pobre e um homem rico. Entre essas duas realidades um mundo sutil se manifesta.

 

 

Frans Krajcberg: Manifesto

Direção: Regina Jehá

Documentário, 96 min, 2018, SP, livre

 

Frans Krajcberg se prepara para expor suas obras e receber a grande homenagem da 32a Bienal de Arte de São Paulo, enquanto desvela suas memórias e reflexões. Recentemente falecido, sua vida foi uma luta implacável contra a loucura destrutiva do Homem, do fogo da 2a Guerra Mundial às queimadas na Região Amazônica. O destino de um homem extraordinário inserido na história do seu tempo, comprometido com sua arte e profundamente vivo para sempre. O filme percorre quatro décadas da sua vida enquanto confronta uma das mais urgentes questões do mundo contemporâneo: a luta contra a destruição da natureza para a preservação do próprio Planeta.

 

 

Humberto Mauro

Direção: André Di Mauro

Documentário, 90 min, 2018, RJ, livre

 

Humberto Mauro é um documentário feito para homenagear o cineasta Humberto Mauro, considerado o pioneiro do cinema brasileiro e latino-americano, dirigido por seu sobrinho neto, André di Mauro. O filme mostra a vida de Humberto Mauro através de seus filmes em uma narrativa composta por entrevistas com ele realizadas nos anos 60. Humberto Mauro é um amplo painel dinâmico e humano sobre a criatividade e o cinema de Mauro, expondo as soluções técnicas incomuns para fazer seus filmes e diante das adversidades inerentes ao trabalho pioneiro no início do século XX em uma pequena cidade latino-americana.

 

 

Orin: Música para os Orixás

Direção: Henrique Duarte

Documentário, 74 min, 2018, BA, livre

 

As músicas tocadas nos terreiros de candomblé tiveram grande influência na formação da música popular brasileira, emprestando ritmos que deram origem a diversos gêneros, que vão desde o samba e o baião até os mais recentes, como axé music e funk carioca. ‘Orin’ é o nome em iorubá dado às cantigas sagradas que fazem a comunicação entre o mundo material e espiritual, por meio de uma relação íntima entre os ritmos, a dança e o canto que narra a mitologia dos Orixás. Pais e mães de santo, etnomusicólogos, pesquisadores do candomblé e artistas, como Mateus Aleleuia (ex-integrante do grupo Os Tincoãs), Letireres Leite (maestro da Orkestra Rumpilezz), Gerônimo Santana (cantor e compositor) e Gabi Guedes (alabê e percussionista), trazem olhares sobre a resistência dessa cultura. O longa-metragem acompanha a trajetória de Iuri Passos, professor de atabaque no terreiro do Gantois, em Salvador-BA, e primeiro alabê a conquistar o título de mestre em etnomusicologia pela UFBA. A atmosfera mística do transe é mostrada por meio de uma montagem sensorial construída com sons, imagens de rituais e performances artísticas.

 

 

Festival dos Festivais

 

Dias vazios

Direção: Robney Bruno Almeida

Ficção, 104 min, 2018, GO, 16 anos

Elenco: Natália Dantas / Nayara Tavares , Arthur Ávila / Vinícius Queiroz , Carla Ribas

 

Jean e Fabiana, um casal de namorados, cursam o último ano do ensino médio em uma pequena cidade do interior e vivem o típico dilema de deixar a cidade, até que desaparecem. Dois anos depois, Daniel e Alanis, outro casal de namorados, iniciam uma investigação para descobrir o que realmente aconteceu.

 

 

Espera

Direção: Cao Guimarães

Documentário, 76 min, 2018, MG, verifique classificação

Elenco: Gael Benitez, Daniela Barbosa, Cao Guimarães

 

Um filme que tem como tema a espera, registrando-a em suas mais variadas manifestações. A espera em uma fila, as esperas místicas, a espera de um ator para entrar em cena, a angustiante espera pelo sono, a espera pelos efeitos hormonais em uma adequação de identidade de gênero. O tempo da espera se confunde com o tempo da própria vida, em um momento em que estamos desaprendendo a esperar.

 

 

Fabiana

Direção: Brunna Laboissière

Documentário, 89 min, 2018, GO/SP, 12 anos

Elenco: Fabiana Camila Ferreira, Priscila Cardoso

 

Depois de trinta anos vivendo como nômade pelas estradas brasileiras, Fabiana, mulher trans e caminhoneira, realizará sua última viagem antes de encarar a aposentadoria e deixar para trás suas aventuras de estrada.

 

 

Lembro mais dos Corvos

Direção: Gustavo Vinagre

Documentário, 80 min, 2018, SP, livre

Elenco: Júlia Katharine

 

Júlia conta histórias para atravessar uma noite de insônia.

 

 

Sol Alegria

Direção: Tavinho Teixeira e Mariah Teixeira

Ficção, 90 min, 2018, PB, 18 anos

 

Enquanto o país está sob o jugo de uma junta militar e pastores corruptos pregam o apocalipse, uma família excêntrica e sem lei – uma espécie de “Bonnie & Clyde” com crianças – caminha pelo interior brasileiro. Seu primeiro objetivo é entregar uma remessa de armas a um grupo de freiras militantes que se retiraram para a selva, vivendo da renda de sua plantação de cannabis.

 

 

Onde estamos e para onde vamos?

 

Elegia de um crime

Direção: Cristiano Burlan

Documentário, 92 min, 2018, SP, 14 anos

 

Uberlândia, Minas Gerais, 24 de fevereiro de 2011. Isabel Burlan da Silva, mãe do diretor, é assassinada pelo parceiro. Elegia de um crime; encerra a Trilogia do luto, que aborda a trágica história da família. Diante da impunidade, o filme mergulha numa viagem vertiginosa para reconstruir a imagem e a vida de Isabel.

 

 

Excelentíssimos

Direção: Douglas Duarte

Documentário, 152 min, 2018, RJ, livre

 

Chegamos em Brasília no começo de março de 2016 na intenção de filmar um documentário sobre nosso Congresso Nacional. Queríamos ficar dentro do prédio e, no estilo Wiseman, observar como é feita a política no Brasil. Mas então Lula, o grande líder político do país, foi levado por duzentos homens armados para depor. Preocupada se seu padrinho estava sendo encurralado e colocado de fora das próximas eleições, Dilma Rousseff escolheu nomeá-lo como ministro da Casa Civil. Em poucas horas a imprensa, a oposição e mais de 30 mil pessoas estavam na entrada do Palácio do Planalto gritando por sua renúncia. Dentro de um dia, foram postos procedimentos para um impeachment, em pé de guerra. E nós estávamos lá, no olho do furacão, com as credenciais certas, câmera e microfone. Então, viramos a engrenagem para retratar a história em tempo real. Legisladores corruptos se tornaram delatores. Uma presidente defendendo seu mandato com um pedaço de papel. Falcões traçando sua subida ao poder enquanto multidões cantavam. Excelentíssimos é um retrato franco da democracia brasileira em um de seus momentos mais feios, contada por uma equipe que a presenciou dia a dia, desde antes do início do processo até o dia em que o novo presidente jurou propor um slogan tocante: “Não pense em crise: trabalhe”.

 

 

Nós

Direção: Pedro Arantes

Documentário, 79 min, 2018, SP, livre

 

Quando desapareceu, nos anos 1970, Lula era guerrilheiro da Ação Libertadora Nacional. Rolindo lutava pela retomada de sua Terra Original Guarani no Mato Grosso do Sul no dia em que sumiu. Paulinho estava em liberdade condicional em Maio de 2006, quando saiu de casa e não voltou. Felipe saiu a noite para visitar um amigo, mas não voltou pra casa. Lula, Rolindo, Felipe e Paulinho não estão vivos nem mortos, estão desaparecidos. Foram desaparecidos. Existência suspensa, fora do tempo e do espaço. Existência que passa por suas mães, pais, irmãs. Seus parentes. Seus nós. Eles buscam, chamam, evocam. Existem juntos.

 

 

Parque Oeste

Direção: Fabiana Assis

Documentário, 70 min, 2018, RJ, 12 anos

 

Depois de ser vítima de uma violenta desocupação ocorrida no bairro Parque Oeste, em Goiânia, uma mulher reconstrói sua vida tendo como norte a luta por moradia.

 

Serviço

Festival de Brasília do Cinema Brasileiro – 51ª edição

Quando: 14 a 23 de setembro de 2018

Confira a programação completa no site: http://www.festivaldebrasilia.com.br/

 

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